Artigo 

A crise de identidade do profissional de 40

 "Ao invés de enfatizar o foco no "problema" da idade, por que não encontrar a oportunidade que toda a sua bagagem te deu junto com teus talentos adquiridos?"

Não é mole, não. Olhar para seu currículo extenso, linha por linha, no qual cada experiência foi adquirida com anos a fio. Resiliência, paciência, muita hora extra e longos finais de semana de trabalho. Sim, era assim que funcionava até há um tempo atrás.

Acontece que passou um tsunami pelo mercado de trabalho. Uma crise sem precedentes, muitas demissões e reestruturações para comportar a nova realidade do mercado e que, para a maioria dos 13 milhões que sofreram com tal "desastre", caiu como uma pedra na cabeça.

 

Agora o mercado vem tomando fôlego e parece que o país está conseguindo voltar a respirar. Depois que o tsunami seca, ficam os questionamentos: “Eu, profissional de 40, quem sou nesse cenário? Sou muito e sou pouco. Tenho tudo e, ao mesmo tempo, não tenho nada!”.

 

Dentro das empresas a nova geração que chegou “chegando": cheia de expectativas, urgências, poder tecnológico e capacidade de improviso. Por outro lado, é uma fase na qual a gente quer respirar outros ares, fazer coisas que dão prazer e trabalhar num modelo diferente.

 

"Qual seria a sua idade se você não soubesse a idade que você tem?"

- Confucio -

 

Fica a pergunta: para onde deve se direcionar um profissional que chegou na sua maturidade e, muitas vezes, foi arrastado pela crise, ou mesmo estando empregado, já não consegue ter perspectivas de ir além? Talvez sinta que seu "prazo de validade" esteja chegando ao limite e bata aquele desespero de saber como será logo mais adiante?

 

Eu já tenho uma perspectiva diferente quando olho para um profissional que chegou aos 40 e não tem mais certeza de onde é seu lugar: O PROTAGONISMO!

 

Eis que nasce um novo poder aos profissionais da maturidade, que vivenciaram muitas coisas e souberam fazer sua história no mercado de trabalho. Com todo seu histórico, está no ponto ideal para dar suporte a quem precisa; produzir um produto com aquela qualidade que ele exige para si mesmo; olhar o outro com a empatia que a nova geração talvez ainda não tenha percebido que é essencial...  Passar sua credibilidade!

Ao invés de enfatizar o foco no "problema" da idade, por que não encontrar a oportunidade que toda a sua bagagem te deu junto com teus talentos adquiridos? E se você encontrasse a paixão em casar sua vida pessoal e seus novos desejos profissionais com o prazer de contribuir e ganhar dinheiro com isso?

O que não falta é gente desanimada por causa do efeito manada, aquele hábito de reclamar pelo que todo mundo reclama e continuar fazendo o que todo mundo faz.  Eu ressignifiquei os meus 40 anos, trocando a autopiedade e o sentimento de inferioridade pelo poder dos meus talentos e pela capacidade de ajudar ao próximo e ficar feliz com isso.

Trabalhar por amor dá dinheiro sim. Com propósito e planejamento é mais garantido ainda!

 

Pense mais a respeito. Com carinho,

Alessandra Kremer

Alessandra Kremer
Master Coach
Especialista em Inteligência Emocional no Trabalho
Escritora
Executive Trainer

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